Mostrando postagens com marcador Politicas de Assistência Farmacêutica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Politicas de Assistência Farmacêutica. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Publicada Portaria que Institui a Rebracim no SUS

Acaba de ser publicada no Diário Oficial da União a Rede Brasileira de Centros e Serviços de Informação sobre Medicamentos - Rebracim.


A REBRACIM tem como objetivo coordenar e executar serviços e atividades voltados à produção e difusão de informação sobre medicamentos, visando o uso racional destas tecnologias no âmbito do Sistema Único de Saúde – SUS.
A rede inicia suas atividades no âmbito do SUS, com 24 centros e serviços de informação ligados e com perspectiva de ampliação para todos os estados.
O Comitê Gestor da rede é coordenado pelo Departamento de Assistência Farmacêutica, que conta ainda com outros departamentos do Ministério da Saúde, Conselho Federal de Farmácia, Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Comitê para Promoção do Uso Racional de Medicamentos, Sociedade Brasileira de Farmácia Hospitalar e Organização Panamerica da Saúde.
Confira a publicação no link do DOU (clique aqui)

sábado, 17 de agosto de 2013

Dica de Livro - Serviços Farmacêuticos baseados na Atenção Primária a Saúde

Lançado este ano (2013) neste documento a Organização Panamericana da Saúde  (OPAS)  demonstra sua posição com a organização dos serviços farmacêuticos a partir da Atenção Primária a Saúde. 


Os Serviços Farmacêuticos (ou Assistência Farmacêutica, como chamamos no Brasil), assim como todo o serviço de saúde, deve ser centrado na APS entendendo esse nível de atenção como responsável pela resolução da maioria das necessidades de saúde da população.
Para acessar este documento clique aqui

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Novo Decreto Presidencial atualiza Lei de Vigilância Sanitária de 76


Sancionada a quase 40 anos, lei 6360 de Vigilância Sanitária é regulamentada por novo decreto presidencial. Veja as principais mudanças:

Notificações agora são obrigatórias
O novo dispositivo agora já prevê a notificação de eventos adversos e queixas técnicas relacionadas a produtos sujeitos à vigilância sanitária. Com isso, reforça-se a possibilidade e a qualidade do monitoramento de produtos no mercado e, além da melhor gestão da saúde pública. 



Priorização de Registros para o SUS
Foram estabelecidas hipóteses de priorização de registros de produtos na Agência, todas elas alinhadas com as políticas definidas pelo Ministério da Saúde para fortalecimento do Sistema Único de Saúde – SUS e do Complexo Industrial da Saúde.



Autorização de uso mediante interesse do estado e não apenas da Indústria
Mediante solicitação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS - Conitec, a Anvisa poderá emitir autorização de uso para fornecimento, pelo SUS, de medicamentos ou de produtos registrados nos casos em que a indicação de uso pretendida seja distinta daquela aprovada no registro, desde que demonstradas pela Conitec as evidências científicas sobre a eficácia, acurácia, a efetividade e a segurança do medicamento ou do produto para o uso pretendido na solicitação



Registro de Fitoterápicos pela Tradicionalidade do Uso
Reconhecimento da efetividade/eficácia de medicamentos fitoterápicos por meio do uso tradicional, facilitando o registro desses produtos em atendimento às políticas setoriais de saúde.



Conheça o Decreto 8077/13 na integra: clique aqui

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Medicamentos financiados pelo SUS para cessar o tabagismo

O tabagismo é reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma doença crônica, epidêmica, sendo a maior causa isolada evitável de adoecimento e mortes precoces em todo o mundo.




A dependência à nicotina é um processo complexo que envolve a inter-relação de fatores fisiológicos, psicológicos e comportamentais.





O uso de medicamentos tem um papel bem definido no processo de cessação do tabagismo, que é o de minimizar os sintomas da síndrome de abstinência à nicotina, facilitando a abordagem psicológica do tabagista. Estudos de meta-análise demonstraram que a combinação da abordagem com o uso de medicamentos aumentou significativamente as taxas de cessação do tabagismo em comparação com a utilização de um dos dois (abordagem ou medicamentos) isoladamente. Portanto, qualquer medicamento não deve ser utilizado isoladamente, e sim em associação com acompanhamento ao tabagista.
O Ministério da Saúde, por meio do Componente Estratégico da Assistência Farmacêutica, financia o tratamento medicamentoso para os brasileiros que decidam parar de fumar. Fazem parte do rol os seguintes medicamentos:

1 – Goma de Mascar de Nicotina
Apresentação: goma de mascar em tabletes com 2 mg de nicotina

2 – Pastilha de Nicotina
Apresentação: pastilha em tabletes de 2mg de nicotina

3 - Adesivo Transdérmico de Nicotina
Apresentações: adesivos transdérmicos de nicotina com liberação de 7 mg, 14 mg e 21 mg em 24hs

4 – Cloridrato de Bupropiona
Apresentação: Bupropiona em comprimidos de 150 mg

O Ministério da Saúde se planeja para aumentar a adesão de unidades que fornecem o tratamento para cessão do tabagismo. A meta é que até 30 mil unidades de saúde disponibilizem o serviço.



sexta-feira, 26 de abril de 2013

12 Recomendações da OMS para URM: como o Brasil está?


Há “uso racional de medicamentos”, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), quando “pacientes recebem medicamentos apropriados para suas condições clínicas, em doses adequadas às suas necessidades individuais, por um período adequado e ao menor custo para si e para a comunidade”. 



Para superar o quadro mundial de uso irracional de medicamentos a OMS recomenda 12 recomendações para que os governos promovam a melhora na utilização de fármacos  Abaixo destacamos as recomendações e ações adotadas no Brasil:

1. Comitê nacional estabelecido de forma multidisciplinar para coordenar as políticas de uso racional:
Desde junho de 2007, o Brasil possui um Comitê Nacional para a promoção do Uso Racional de Medicamentos que busca identificar e propor estratégias de articulação, de monitoramento e avaliação da promoção do uso racional de medicamentos. O comitê gerencia também o Prêmio Nacional de Incentivo à Promoção do Uso Racional de Medicamentos.


2. Diretrizes clínicas:
Vem sendo desenvolvidos a partir de 2002 e publicados por meio de portarias do Ministério da Saúde como Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas - PCDT


3. Listas de medicamentos essenciais:

A Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename) é uma publicação do Ministério da Saúde com os medicamentos para combater as doenças mais comuns que atingem a população brasileira. Os estados utilizam a Rename para elaborar suas listas de assistência farmacêutica. A ultima atualização da lista foi a Rename 2012


4. Comitês de Farmácia e Terapêutica em distritos e hospitais:

No Brasil, embora haja a recomendação, não existe a obrigatoriedade da existência desses comitês nos serviços de saúde, como acontece com as Comissões de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH), o que talvez explique sua pouca implantação nos hospitais brasileiros. De 250 hospitais avaliados no país por Osório e Castilho (2004), 139 hospitais possuíam CCIH e apenas 29 hospitais possuíam CFT.  


5. Capacitação em Farmacoterapia baseada em problemas nos cursos de graduação:

Algumas iniciativas de cursos de medicina baseados em modelos de problematização já avançaram no enfoque da farmacoterapia dos cursos. Novas diretrizes do MEC para cursos de Farmácia com a formatação do "farmacêutico generalista" também recomendam maior enfoque na utilização de medicamentos, porém as mudanças estão sendo vagarosas e os cursos ainda possuem modelos focados nas analises clinicas e/ou na tecnologia farmacêutica.


6. Educação médica continuada em serviço como requisito para registro profissional:

Ao contrario do que ocorre em boa parte dos países desenvolvidos, a comprovação de capacitação permanente não é pre-requisito para continuidade de registro nos conselhos de medicina e também nos demais conselhos profissionais da área da saúde.

7. Supervisão, auditoria e retro-alimentação:
Apesar da criação do Comitê de promoção do URM, o ministério da saúde não possui programas ou ações especificas para monitoramento da utilização de medicamentos. Este ano porém será realizada um grande pesquisa com base populacional que irá traçar um diagnóstico inicial sobre o tema: Pesquisa Nacional sobre Acesso, Utilização e Promoção do Uso Racional de Medicamentos no Brasil (PNAUM).

8. Informação fidedigna e isenta sobre medicamentos:
Há várias regulamentações da Agencia Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) sobre a publicidade de medicamentos, porém por pesquisa desta agencia a influência da industria  divulgação de informações sobre medicamentos junto aos profissionais de saúde (inclusive do SUS) ainda é muito grande.


9. Educação dos usuários sobre medicamentos:

Há varias iniciativas isoladas de projetos de educação sobre medicamentos, uma das mais destacadas é a Campanha “Informação é o melhor remédio” realizada pela ANVISA e Departamento de Assistência Farmacêutica do MS. Porém a falta de garantia da presença do farmacêutico nas farmácia ainda é uma barreira. Estimasse que cerca de 17% das farmácias brasileiras não possuem farmacêuticos.

10. Não permissão a incentivos perversos:
O combate a corrupção, apesar de necessitar de mais avanços, está cada vez mais regulado. O Conselho Federal de Medicina já instituiu Protocolo de Relações do Médico com a Industria Farmacêutica e a ANVISA também regulamenta vários aspectos relacionados, inclusive sobre a distribuição de amostras-grátis.


11. Regulamentação e fiscalização apropriadas:

Nesse ponto grandes avanços foram possíveis com a criação da ANVISA, no entanto a falta de capacidade operacional da agência impossibilita uma ação mais efetiva de fiscalização junto as empresas. Relatos indicam que as fiscalizações em loco da ANVISA são bienais. 


12. Gasto governamental suficiente para assegurar disponibilidade de medicamentos e infraestrutura:

Nunca se gastou tanto no governo brasileiro com aquisição de medicamentos, de 2002 a 2006 o percentual gasto em medicamentos pelo Ministério da Saúde aumentou  progressivamente, de forma que em 2002 correspondeu a 5,4% do gasto total em saúde e a 11% em 2006, graças a criação de blocos específicos para o financiamento da Assistência Farmacêutica. 


Para saber mais sobre essas doze recomendações da OMS, confira o artigo abaixo:



segunda-feira, 30 de julho de 2012

Dica de Livro - Assistência Farmacêutica para Gerentes Municipais


Iniciando mais uma sessão do nosso Blog a "Dicas de Livros" estreia com a publicação que talvez seja a referência básica para inicio e consolidação da Assistência Farmacêutica Brasileira, o livro:

Assistência Farmacêutica para Gerentes Municipais


Publicado originalmente em 2003 pela Organização Pan-americana de Saúde - OPAS com a participação de vários profissionais com experiência reconhecida na área de Assistência Farmacêutica e com objetivo de subsidiar primordialmente a formação e a educação permanente dos gerentes de Assistência Farmacêutica dos municípios brasileiros e tornar disponível, a um número cada vez maior de gerentes e farmacêuticos, os conhecimentos sobre a Assistência Farmacêutica levando-os a refletir sobre seu papel no Sistema Único de Saúde.

O Livro possui capítulos introdutórios sobre o Sistema Único de Saúde, Epidemiologia e Gerenciamento  aplicados a Assistência Farmacêutica, além de capítulos sobre as etapas do ciclo da Assistência Farmacêutica: Seleção, Programação, Armazenamento, Dispensação, Atenção Farmacêutica e promoção do Uso Racional de Medicamentos.

A publicação teve uma tiragem inicial de 5mil exemplares e disponibilização gratuita no site da OPAS. Porém este clássico está em processo de revisão e dará base a uma outra publicação que está sendo produzida pela Fiocruz. 

A nova publicação possui previsão de lançamento para este ano pela Editora Fiocruz, e a intenção é que seja uma ferramenta legítima da expertise nacional em relação à assistência farmacêutica. Claudia Osório que participou do 1º livro conta que os capítulos de agora serão mais aprofundados e, apesar de ser voltado para gestores, poderá trazer outras abordagens, além de resgatar experiências exitosas na área de assistência farmacêutica no país. A mestranda Letícia Freitas será a organizadora administrativa do livro.


Na nossa biblioteca virtual você pode ter acesso a obra na pagina + AF

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Assistência Farmacêutica e o Controle Social

         As vezes não nos damos conta da grande potencia de saúde que o SUS representa, a magnitude desse sistema é percebido quando nós damos conta que somos o unico país do mundo com mais de 100 milhões de habitantes que possui um sistema de saúde univesal, e isso sem duvida é um grande desafio. 
           Essa conquista não seria possivel sem a coragem de todos que lutaram pela implantação do nosso sistema de saúde coletiva. Nesse sentido, destaco o marco histórico da 8ª Conferência Nacional de Saúde de 1986, que além de fomentar as bases conceituais para SUS, também consolidou a estratégia de controle social no setor de saúde. 
     Diferente das demais areas de governo, a formulação de politicas de saúde são dependentes do controle social que é exercido fundamentalmente pelos conselhos de saúde e a conferencias de saúde, estabelecidos pela Lei 8142/90
        Não podemos pensar em mudanças nas politicas farmacêuticas sem a utilização desses espaços como instrumentos de debate e proposição de novas soluções em saúde. Em 2003 tivemos uma coferência especifica na area, a 1ª Conferência Nacional de Medicamentos e Assistência Farmacêutica. (relatório final
     Neste ano estão se realizando conferencias de saúde nos estados e municipios e de 30 de novembro a 04 de dezembro será realizada a 14ª Conferência Nacional de Saúde com o tema: 

"Todos usam o SUS! SUS na Seguridade Social, Política Pública, patrimônio do Povo Brasileiro"

    
         E neste ano temos muitas condições de propor grandes mudanças na Assistencia Farmacêutica do SUS, pois ao londo do ano foram realizados cinco grandes encontros da categoria farmacêutica preparatórios para a 14 CNS. Nestes encontros farmacêuticos de todo o país discutiram intensamente propostas para melhoria do SUS. Abaixo, vão as propostas que estão organizadas em três eixos principais: Assistência Farmacêutica, Vigilância em Saúde e Controle Social.

1- Encontro Regional Sul - Porto Alegre 19 a 21 de maio

2- Encontro Sudeste - São Paulo, 8 e 9 de julho

3 - Encontro Norte - Manaus/AM, 29 e 30 de julho

Painel I - AF
Painel II - Controle Social
Painel III - Vigilância
4 - Encontro Centro-Oeste - Brasília, 23 e 24 de agosto
Painel I - AF

5 - Encontro Nordeste - Recife/PE, 09 e 10 de setembro