sexta-feira, 28 de junho de 2013

CFF regulamentará prescrição farmacêutica. Conheça como essa prática acontece em outros países

Está em consulta publica no Conselho Federal de Farmácia Brasileiro a Resolução que regulamentará a Prescrição Farmacêutica (clique aqui), nela prevê a autorização de prescrição de medicamentos isentos de prescrição médica, as plantas medicinais, as drogas vegetais e os fitoterápicos isentos de prescrição.



Se essa pratica é uma novidade para a realidade brasileira, em alguns países já é uma atividade regulamentada:

1) Reino Unido: Com diretrizes padronizadas pelo NHS – National Health Service (Sistema Nacional de Saúde Britânico), a prescrição farmacêutica britânica pode se dar de duas maneiras: independente ou suplementar.
Na prescrição independente, o farmacêutico pode prescrever qualquer medicamento para qualquer condição médica dentro de sua competência.
Na prescrição suplementar os farmaceuticos são responsáveis ​​por continuar o tratamento depois de um prescritor independente realizou previamente uma avaliação de saúde. Eles trabalham com o prescritor independente para cumprir um plano de gestão clínica acordada.

Para saber mais confira o documento: Exploring and Evaluating Pharmacist Prescribing



2) No Canadá: a prescrição é permitida aos farmaceuticos, que devem participar de um permanente programa de atualização, com acompanhamento das sociedades de classe. Pode prescrever medicamentos para o tratamento suplementar, condições ou doenças auto-diagnosticada ou auto-limitante, ajustando dosagens e formas farmacêuticas; monitoramento e recarga de prescrições para garantir atendimento adequado e eficaz; fornecimento de suprimentos de emergência de medicamentos previamente prescritos e gestão abrangente terapia medicamentosa, onde o farmacêutico, trabalhando com outros profissionais de saúde, assume toda a responsabilidade por estabelecer e manter a terapia crônica da droga de um paciente.

Outros modelos de prescrição farmacêutica também podem ser encontrados na Austrália, Estados Unidos e Africa do Sul com diferentes níveis de desenvolvimento e abrangência, conforme tabela abaixo:

  

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Medicamentos financiados pelo SUS para cessar o tabagismo

O tabagismo é reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma doença crônica, epidêmica, sendo a maior causa isolada evitável de adoecimento e mortes precoces em todo o mundo.




A dependência à nicotina é um processo complexo que envolve a inter-relação de fatores fisiológicos, psicológicos e comportamentais.





O uso de medicamentos tem um papel bem definido no processo de cessação do tabagismo, que é o de minimizar os sintomas da síndrome de abstinência à nicotina, facilitando a abordagem psicológica do tabagista. Estudos de meta-análise demonstraram que a combinação da abordagem com o uso de medicamentos aumentou significativamente as taxas de cessação do tabagismo em comparação com a utilização de um dos dois (abordagem ou medicamentos) isoladamente. Portanto, qualquer medicamento não deve ser utilizado isoladamente, e sim em associação com acompanhamento ao tabagista.
O Ministério da Saúde, por meio do Componente Estratégico da Assistência Farmacêutica, financia o tratamento medicamentoso para os brasileiros que decidam parar de fumar. Fazem parte do rol os seguintes medicamentos:

1 – Goma de Mascar de Nicotina
Apresentação: goma de mascar em tabletes com 2 mg de nicotina

2 – Pastilha de Nicotina
Apresentação: pastilha em tabletes de 2mg de nicotina

3 - Adesivo Transdérmico de Nicotina
Apresentações: adesivos transdérmicos de nicotina com liberação de 7 mg, 14 mg e 21 mg em 24hs

4 – Cloridrato de Bupropiona
Apresentação: Bupropiona em comprimidos de 150 mg

O Ministério da Saúde se planeja para aumentar a adesão de unidades que fornecem o tratamento para cessão do tabagismo. A meta é que até 30 mil unidades de saúde disponibilizem o serviço.



sexta-feira, 24 de maio de 2013

Você conhece os 12 fitoterápicos financiados pelo SUS?

Abaixo estão descritos os 12 fitoterápicos que estão incluídos na RENAME 2012 e fazem parte do financiamento do componente básico da Assistência Farmacêutica do Ministério da Saúde:

1) Alcachofra (Cynara scolymus L.)
Tratamento dos sintomas de dispepsia funcional (síndrome do desconforto pós-prandial) e de hipercolesterolemia leve a moderada. Apresenta ação colagoga e colerética.
Apresentação: cápsula, comprimido, drágea, solução oral e tintura



2) Aroeira (Schinus terebenthifolius Raddi)
Apresenta ação cicatrizante, antiinflamatória e anti-séptica tópica, para uso ginecológico
Apresentação: gel e óvulo



3) Babosa (Aloe vera (L.) Burm. f.)

Tratamento tópico de queimaduras de 1º e 2º graus e como coadjuvante nos casos de Psoríase vulgaris
Apresentação: creme




4) Cáscara-sagrada (Rhamnus purshiana DC.)
Coadjuvante nos casos de obstipação intestinal eventual
Apresentação: cápsula e tintura





5) Espinheira-santa (Maytenus officinalis Mabb.)
Coadjuvante no tratamento de gastrite e úlcera gastroduodenal e sintomas dispepsia
Apresentação: cápsula, emulsão, solução oral e tintura




6) Guaco (Mikania glomerata Spreng.)
Apresenta ação expectorante e broncodilatadora
Apresentação: cápsula, solução, oral, tintura e xarope



7) Garra-do-diabo (Harpagophytum procumbens)
Tratamento da dor lombar baixa aguda e como coadjuvante nos casos de osteoartrite. Apresenta ação antiinflamatória
Apresentação: cápsula, comprimido 



8) Hortelã (Mentha x piperita L.)
Tratamento da síndrome do cólon irritável. Apresenta ação antiflatulenta e antiespasmódica
Apresentação: cápsula



9) Isoflavona-de-soja (Glycine max (L.) Merr.)
Coadjuvante no alívio dos sintomas do climatério 
Apresentação: cápsula e comprimido 



10) Plantago (Plantago ovata Forssk.)
Coadjuvante nos casos de obstipação intestinal habitual. Tratamento da síndrome do cólon irritável
Apresentação: pó para dispersão oral



11) Salgueiro (Salix alba L.)
Tratamento de dor lombar baixa aguda. Apresenta ação antiinflamatória
Apresentação: comprimido



12) Unha-de-gato (Uncaria tomentosa (Willd. ex Roem. & Schult.))
Coadjuvante nos casos de artrites e osteoartrite. Apresenta ação antiinflamatória e imunomoduladora
Apresentação: cápsula, comprimido e gel





sexta-feira, 3 de maio de 2013

Indicadores de Seleção de Medicamentos: É necessário qualificar essa política.


Como estratégia consolidada para promoção da utilização adequada de medicamentos e otimização de recursos está à instituição de políticas de medicamentos essenciais. Estes são definidos pela OMS como medicamentos que satisfazem as necessidades prioritárias de cuidados em saúde da população.

A avaliação de fármacos e a tomada de decisão sobre a sua inclusão na lista de medicamentos essenciais são realizadas por Comissões de Farmácia e Terapêutica (CFT), que estão em operação há anos em instituições de saúde do mundo todo.
Embora haja a recomendação, não existe a obrigatoriedade da existência da CFT em serviços de saúde, como ocorre com as Comissões de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH). Em 2003, um estudo realizado em 250 hospitais brasileiros verificou que 139 hospitais possuíam CCIH e 29 hospitais possuíam CFT. Em nove destes hospitais, o comitê funcionava regularmente, ou seja, com no mínimo uma reunião a cada dois meses.
Para avaliar a implantação do processo de seleção nos serviços de saúde, compartilhamos uma aula exclusiva que aborda alguns indicadores de seleção, bem como algumas sugestões de fontes de informação com acesso gratuito para a qualificação dos trabalhos da CFT.
Abaixo o link para a Aula de Indicadores de Seleção de Medicamentos:


quarta-feira, 1 de maio de 2013

Artigo em Destaque: Farmacêutico, profissional de saúde e cidadão

Hoje, em comemoração ao 01 de maio, dia internacional do trabalhador, destacamos um interessante artigo que fala sobre o trabalhador farmacêutico, tão essencial aos cuidados de saúde da população.



O artigo aborda aspectos importantes para a reflexão da condição do farmacêutico como profissional e como cidadão capaz de atuar em sociedade. E contrariando qualquer tipo de expectativa prévia, não foi elaborado por um farmacêutico e sim por uma médica, a pesquisadora Suely Rozenfeld (lattes) da Fiocruz.

O artigo está disponivel para acesso gratuito na base de dados scielo: Clique aqui