terça-feira, 5 de março de 2013

Dica de Artigo - Hórus: Inovação da Assistência Farmacêutica no SUS

Olá pessoal voltando as nossas atividades do Blog estamos destacando artigo que trata sobre o Sistema de Gestão da Assistência Farmacêutica do Ministério da Saúde: o HÓRUS.




O Artigo relata o desenvolvimento do sistema, suas caraterísticas, funções e impactos aferidos nos locais onde foi implantado. Os autores consideram que o Hórus é uma inovação tecnológica viabilizadora da gestão da Assistência Farmacêutica. A base nacional possibilitará a definição e pactuação de indicadores nacionais de Assistência Farmacêutica, a fim de propiciar melhores condições de saúde aos usuários e produzir evidências sobre a situação da Política Nacional de Assistência Farmacêutica e suas tendências.

O Artigo possui acesso gratuito por meio da base Scielo Brasil: clique aqui



sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Dica de Livro - O acesso aos medicamentos de alto custo nas Américas: contexto, desafios e perspectivas.




Este documento é uma publicação do Projeto de Medicamentos Essenciais e Produtos Biológicos (THR/EM), Área de Tecnologia, Atendimento à Saúde e Pesquisa (THR), da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS).

O documento foi preparado a partir das conclusões do Primeiro Encontro Internacional sobre Acesso a Medicamentos de Alto Custo e Fontes Limitadas, realizado em novembro de 2008 e promovido pela OPAS/OMS no Brasil e pelos Ministérios da Saúde e das Relações Exteriores do Brasil, do qual participaram delegações da Argentina, Barbados, Brasil,Bolívia, Colômbia, Costa Rica, Chile, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras, Jamaica, México, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Suriname e Uruguai.

Você pode ter acesso a este e outros documentos relacionados na nossa sessão de "Programação e Aquisição" do Blog

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Dica de Artigo - Gestão de Compras em Farmácia Hospitalar

Nesta semana, vamos dar destaque ao texto elaborado pela equipe de farmacêuticos do Hospital das Clinicas da FMUSP e emitido em encarte especial da revista Pharmacia Brasileira do CFF. 



No ciclo da assistência farmacêutica, a aquisição de medicamentos é uma das principais atividades, visto que o mesmo é um insumo fundamental de suporte às ações de saúde. Uma boa aquisição de medicamentos deve considerar primeiro o que comprar (seleção); quando e quanto comprar (programação); e como comprar. O monitoramento e a avaliação dos processos são fundamentais para aprimorar a gestão e intervir nos problemas.

O texto aborda questões relacionadas a especificação de medicamentos, codificação, gestão da demanda, classificação ABC e XYZ, licitações, avaliação de fornecedores, entre outros. Este e outros arquivos relacionados estão na nossa biblioteca virtual na sessão: "Programação e Aquisição".

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Dica de Livro - Assistência Farmacêutica para Gerentes Municipais


Iniciando mais uma sessão do nosso Blog a "Dicas de Livros" estreia com a publicação que talvez seja a referência básica para inicio e consolidação da Assistência Farmacêutica Brasileira, o livro:

Assistência Farmacêutica para Gerentes Municipais


Publicado originalmente em 2003 pela Organização Pan-americana de Saúde - OPAS com a participação de vários profissionais com experiência reconhecida na área de Assistência Farmacêutica e com objetivo de subsidiar primordialmente a formação e a educação permanente dos gerentes de Assistência Farmacêutica dos municípios brasileiros e tornar disponível, a um número cada vez maior de gerentes e farmacêuticos, os conhecimentos sobre a Assistência Farmacêutica levando-os a refletir sobre seu papel no Sistema Único de Saúde.

O Livro possui capítulos introdutórios sobre o Sistema Único de Saúde, Epidemiologia e Gerenciamento  aplicados a Assistência Farmacêutica, além de capítulos sobre as etapas do ciclo da Assistência Farmacêutica: Seleção, Programação, Armazenamento, Dispensação, Atenção Farmacêutica e promoção do Uso Racional de Medicamentos.

A publicação teve uma tiragem inicial de 5mil exemplares e disponibilização gratuita no site da OPAS. Porém este clássico está em processo de revisão e dará base a uma outra publicação que está sendo produzida pela Fiocruz. 

A nova publicação possui previsão de lançamento para este ano pela Editora Fiocruz, e a intenção é que seja uma ferramenta legítima da expertise nacional em relação à assistência farmacêutica. Claudia Osório que participou do 1º livro conta que os capítulos de agora serão mais aprofundados e, apesar de ser voltado para gestores, poderá trazer outras abordagens, além de resgatar experiências exitosas na área de assistência farmacêutica no país. A mestranda Letícia Freitas será a organizadora administrativa do livro.


Na nossa biblioteca virtual você pode ter acesso a obra na pagina + AF

terça-feira, 24 de julho de 2012

Truvada, AIDS e como a Industria Farmacêutica nos enrola mais uma vez

O FDA, órgão do governo americano que controla drogas e alimentos, anunciou nesta segunda-feira a aprovação do Truvada, fabricado pelo laboratório Gilead Sciences, como primeira pílula para ajudar a prevenir a contração do HIV em grupos de alto risco. E é claro, mesmo antes de qualquer discussão sobre a aprovação na Europa ou em países em desenvolvimento, a noticia já correu o mundo  convenientemente alardeada como uma grande contribuição da Industria Farmacêutica para o combate a epidemia de AIDS. Será?


O Truvada, comercializado desde 2004, é a combinação de outras duas drogas, mais antigas, usadas no combate ao HIV: emtricitabina  e  tenofovir. O medicamento faz parte de alguns coqueteis que dificulta a proliferação do vírus, reduzindo as chances de a Aids se desenvolver. Porém, apesar de toda a marketing internacional para o uso deste medicamento na prevenção da AIDS os dados de eficácia ainda são questionáveis.



Um dos estudos avaliou o desempenho do medicamento entre 2.499 homens que fazem sexo com homens, distribuídos em seis países. Nesse trabalho, ficou demonstrado que o nível de proteção oferecido pela droga variou de 43% a 73%. Outros dois estudos mostraram níveis de proteção similares. Um quarto, realizado com mulheres no continente africano, foi interrompido por causa dos resultados ruins e da baixíssima adesão ao tratamento. 

Obviamente pela inferioridade da proteção do medicamento em relação a camisinha, o mesmo não substituirá o uso do preservativo, melhor método de prevenção de contagio até o momento, com taxas de efetividade superiores a 99%. Porém o próprio fabricante indica o seu uso (associado a camisinha) para grupos vulneráveis como prostitutas ou pessoas não infectadas que possuem parceiros soropositivos. Porém o maior questionamento é em relação ao aspecto de custo efetividade do uso deste medicamento. O uso combinado da camisinha + medicamento traz ganho real em relação ao uso isolado do preservativo?


Como todo medicamento, é necessário observar o grau de adesão dos pacientes ao seu uso, problema relatado no estudo feito na África (onde o flagelo da doença se mostra mais evidente com estimativa de mais de 60%, da população AIDS-infectada). A Adesão pode ser prejudicada pelos efeitos colaterais característicos dos Antiretrovirais. O Truvada costuma provocar, como efeito colateral, vômitos, diarreia, náuseas e tontura.  Há casos também de intoxicação do fígado, perda óssea e alteração da função renal.

E quanto isso tudo pode custar?
Segundo a reportagem da Isto É, nos casos em que a seguradora de saúde não assumir o pagamento do remédio nos EUA, o interessado em tomá-lo precisará desembolsar cerca de US$ 12 mil por ano.

O Brasil que possui um dos melhores programas de tratamento da AIDS do mundo, essa expectativa em relação ao uso do medicamento parece não ser vista com bons olhos, dado a falta de dados mais efetivos e ao alto valor do medicamento. Mesmo já registrado no Brasil, o Truvada não foi adicionado ao coquetel de tratamento da AIDS.

Precisamos cada vez mais reforçar os mecanismos de Avaliação de Tecnologias em Saúde no serviço publico para evitar que os mecanismos de marketing farmacêutico, agora cada vez mais disfarçados como reportagens jornalísticas pressionem a incorporação de medicamentos com menor grau de evidencia e maior grau de oneração dos recursos da saúde.

Quer saber mais sobre esse assunto? Veja outros posts do Blog: